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Ainda me lembro no tempo de moleque em que eu ganhei a minha primeira HQ. A minha primeira casa tava em reformas e estávamos morando com a família da minha mãe (avós e tias). A mãe ia sair e por uma terceira vez pedi para trazer um quadrinho do Batman.

Este quadrinho em questão era o Desenho da TV. HQ baseado no excelente seriado, do qual prestaram só as primeiras temporadas, mais soturnas e sombrias que mostravam um “super-heroi” fodão. Mas esta versão em quadrinhos achava mais “anos 60”, com histórias do tipo “A vingança do Sr. Gentil”, não era uma coisa me deixava vidrado ou aperreava a minha mãe para comprar, apenas um passatempo depois que me cansava dos videogames.

Aquilo foi muito engraçado

A minha mãe voltou e com uma surpresa. Esta é a primeira vez que recebo uma “HQ de VERDADE”. A violência estava a começando a burburinhar aquela vizinhança, o que contribuiu para o impacto da primeira história e a minha favorita: “A volta do Aranha Negra”. Ela introduziu uma história forte, violenta, sombria e com um tema que é que minhas tias queriam distância, Narcóticos (drogas).

Chega de histórias coloridinhas

Esta HQ fazia parte da Saga Queda do Morcego. Como na foto se tratava de um Liga da Justiça e Batman, mas a primeira a história era do Batman e depois a Liga (Para mim a Liga só era boa por causa do Guy Gardner).

Antes de falar da história da HQ, vou voltar um pouco no tempo. Na revista “Batman Saga # 6”; produzida em 1976 pelo roteirista Gerry Conway e pelo desenhista Ernie Chan, a história teve a intenção de mostrar um possível encontro do Cavaleiro das Trevas com o Homem-Aranha.

O detalhe é que o criador do “vilão”, Conway, anos antes havia criado, para a Marvel, o anti-herói Justiceiro, um vigilante que cumpria papel de juiz e executor dos criminosos. Por isso, o Aranha Negra é considerado um mix de Homem-Aranha e Justiceiro.

O incrível Batman versus o espetacular Aranha Negra

Batman Saga # 6” era dividida em duas partes e tinha uma trama “temperada” com traficantes de heroína, prostitutas, tiros e muito combate corpo-a-corpo. Tudo com aquele clima de seriado policial dos anos 70.

Voltando ao “Liga da Justiça & Batman nº 7”, fui apresentado a uma família em ruínas de Needham, o Aranha Negra, que logo no começo da história foi ceifada por uma quadrinha de traficantes de heroína. Batman após vê os cadáveres, vê uma carta deixada por Needham que o levou ao desfecho mais heróico que até então já tinha visto.

Ainda me lembro, da expressão do morcegão ao ler a carta, e acho que ele percebe que ele e o Aranha não são muito diferentes (digamos que o morcego pega mais leve). Lembrando que o Aranha Negra tem o mesmo método agressivo do Justiceiro, porém o Aranha é mais impaciente hehehe!

Versão norte-americana

Foi a primeira história que li com conteúdo forte ou diga-se visceral por apresentar um tema tão cruel como pode ser a história comum que muita gente costuma ter. Para mim a passagem para adolescência que deixaria de ler historinhas coloridinhas para temas no mínimo joviais ou alguma coisa mais profunda como em gekigás e histórias da Vertigo. Acho esta HQ mais eficaz do que as cartilhas de gente famosa com o slogam “Diga não às drogas” :D.

Houve uma época que gostava mais do Aranha Negra que do próprio Batman. A DC trata-o como vilão, mas o considero um anti-herói tão bom quanto Wolverine, e até acho que ele poderia ter uma HQ própria, mas isso não passa de um devaneio de garoto, por que fica evidente a compilação de personagens Marvel.

O que me levou a escrever este texto foi de lembrar aqueles tempos e a tristeza de não mais poder lê-lo, muita coisa aconteceu daqueles tempos para cá, mas graças a um fatídico acontecimento, não posso mais usufruí-lo.

Se antes era mero simpatizante do Batman devido as suas batbugicangas (principalmente do possante turbinado), hoje eu posso dizer sou fã só por causa desta história.

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Y: O filme?

Publicado: 08/05/2010 em Cinema
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Já faz tempo que a cultuada HQ Y: O Último Homem está tentando sair do papel em direção às telas, mas eu soube disso hoje. Entrevistado pelo Splash Page, o diretor D.J. Caruso (Roubando Vidas, Paranóia) fez uma breve atualização sobre o projeto.

“O desenvolvimento está ativo na New Line Cinema. Eu continuo meio que comprometido a dirigir”, declarou. “Já fizemos umas quatro versões do roteiro, mas está difícil. Tem muita informação para cobrir e tentar enxugar a história é um problema. Meu problema com a New Line é que eu gostaria que fosse uma trilogia… mas eles querem mostrar muita coisa em um filme só. Estamos parados nessa discussão. Talvez quando eu voltar das filmagens de I Am Number Four voltemos a conversar. Espero que consigamos chegar a um acordo”, completou.

A série é publicada no Brasil pela Panini Comics.

Fonte : http://www.omelete.com.br/cinema